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Reveladas as últimas declarações do suspeito do desaparecimento de Maëlys

Suspeito terá apresentado uma postura confiante e assertiva na sua última audição.

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O L'Express teve acesso aos relatórios da última audição do principal suspeito do desaparecimento de Maëlys de Araújo e revela o que disse Nordahl Lelandais para se defender das acusações de que é alvo.

O suspeito começou a ser questionado sobre falta de coerência nas suas primeiras declarações. Segundo a imprensa francesa, o homem de 34 anos terá mostrado uma atitude assertiva e confiante e negou ter mudado as suas respostas, mas antes que tentara "lembrar-se de todos os pormenores daquela noite ao máximo".

O ex-militar voltou a admitir que tinha estado com a menina naquela noite, mas que era a primeira vez que a vira. Nordahl conta que a menina o interpelou, na companhia de outro menino loiro, no parque de estacionamento do salão de festas e insistiu que queria verificar se este tinha algum animal na viatura. "Ela entrou e sentou-se no banco do pendura com o outro menino, durante 5/6 segundos", terá afirmado o suspeito.

Questionado sobre se tinha tocado na menina, o homem disse não se lembrar de tocar na menina, a menos que o tenha feito para ajudá-la a sair do carro, mas que não a agarrou ao colo.

O suspeito terá respondido a todas as questões e disse que as suas primeiras declarações confusas poderão ser o resultado do facto de ter havido muito álcool naquela noite. Quanto ao desaparecimento dos calções que disse ter ido a casa trocar, referiu que os deitou ao lixo porque não queria que a mãe soubesse que tinha estado a conduzir alcoolizado.

Sabe-se ainda que pelas 3h00 da manhã, e após o anúncio do desaparecimento da criança, o noivo tentou entrar em contacto com o suspeito, mas que as chamadas foram sempre redirecionadas para o voice mail. Uma quarta chamada permite verificar que o homem esteve numa zona fora do local do casamento, constatação que leva Nordahl a admitir que se deslocou até Saint-Albin para procurar produtos estupefacientes. Contudo, a polícia não consegue identificar quem terá sido traficante com quem esteve.

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