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Pelo menos seis mortos no incêndio em prédio londrino

Autoridades já tinham avançado a possibilidade de haverem "várias mortes" resultantes deste incidente. Primeira avaliação aponta para, pelo menos, seis vítimas mortais.

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O incêndio que deflagrou esta manhã na Torre de Grenfell, em Londres, provocou, pelo menos, seis mortes.

"Posso confirmar que há seis mortos neste momento, mas o balanço corre o risco de aumentar durante a operação de rescaldo que se prevê complexa e poderá durar vários dias", declarou num comunicado Stuart Cundy, comandante da polícia metropolitana, quando continuam desaparecidas numerosas pessoas.

Já durante a manhã, autoridades e bombeiros tinham avançado com a possibilidade de haverem "várias mortes" a registar deste incidente, sendo este o primeiro balanço disponível.

A registar há também pelo menos 50 feridos que já foram transportados para cinco hospitais diferentes.

Numa sessão de atualização à comunicação social, a polícia admite que o número de vítimas "pode provavelmente vir a aumentar nas próximas horas".

Também nas últimas horas foi avançada a possibilidade de a causa do incêndio nos 24 andares do edifício estar num curto circuito de um frigorífico, informação essa que ainda carece de confirmação oficial.

O incêndio de grandes dimensões deflagrou hoje à 01:15 (mesma hora em Lisboa) na torre Grenfell, numa zona próxima de Notting Hill.

Três famílias de portugueses e mais dois portugueses residiam no prédio e duas crianças portuguesas estão internadas, mas livres de perigo, na sequência do incêndio.

Várias famílias portuguesas viviam em prédio que se incendiou em Londres

Três famílias portuguesas e mais dois portugueses habitavam na Torre de Grenfell, em Londres, onde, durante esta madrugada, deflagrou um incêndio de grandes dimensões e que segundo fonte dos bombeiros locais é um incidente "sem precedentes".

As chamas deflagraram pelas 2h00 desta madrugada, quando a maioria dos moradores estaria ainda a dormir, apanhando todos desprevenidos.

Entretanto, soube-se que duas crianças portuguesas estão internadas com prognóstico reservado, enquanto os pais foram assistidos, mas estão bem. Esta era a terceira família portuguesa residente no prédio e que faltava localizar, esclareceu a Secretaria de Estado das Comunidades, referindo, ainda, que as duas meninas estão em avaliação clínica.

A cônsul-geral de Portugal na capital britânica, Joana Gaspar, reportou que as famílias já foram contactadas pelo consulado e estão bem, embora tenham perdido as suas casas. Além das três famílias, há ainda dois outros portugueses que viviam no prédio, e que se encontram bem.

No local, durante toda a madrugada, estiveram 200 bombeiros a tentar combater as chamas que deflagraram pelos mais de 20 andares do edifício. Quem assistiu ao incidente relata que o ambiente era de terror e muitos gritos. O desespero de quem se encontrava no interior das habitações era tal que alguns terão chegado mesmo a atirar-se pela janela enquanto outros usavam lençóis como cordas para tentar escapar do inferno.

Até ao momento, ainda não existem dados definitivos sobre o número de vítimas. As últimas informações dão conta de que pelo menos 50 pessoas foram transportadas para cinco hospitais em Londres e que haverá "múltiplas fatalidades".

Segundo Dany Cotton, responsável pela Brigada de Incêndios de Londres, não se conhecem ainda as causas do incêndio, que afetou todos os andares do edifício, e que lançou o receio de que este possa colapsar.

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