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PCP vai exigir mais rendimentos para reformados em 2018

O PCP lembrou hoje o empenho do partido no aumento extraordinário de pensões que se verifica a partir deste mês e prometeu continuar a exigir ao Governo socialista, para 2018, mais rendimentos reais para todas as pensões.

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Foi a intervenção do PCP na defesa de um aumento extraordinário das pensões em sede de Orçamento do Estado que assegurou a mais de dois milhões de reformados o aumento agora concretizado", afirmou Jorge Pires, membro da Comissão Política do Comité Central, em conferência de imprensa, na sede nacional do partido, em Lisboa.

Nas negociações para o próximo Orçamento do Estado, o PCP continuará a exigir "a valorização dos rendimentos deste grupo social", considerando que "não termina com este aumento extraordinário".

Jorge Pires escusou-se, para já, a tornar públicas as propostas concretas que estarão a ser tratadas com o Governo.

"O PCP continuará, por isso, a lutar pelo aumento real de todas as reformas e pensões para 2018 como um instrumento fundamental não só de garantia de autonomia económica e social dos reformados e pensionistas como de efetivo combate à pobreza entre idosos", defendeu.

O decreto que regulamenta a atualização extraordinária das pensões, conforme previsto no Orçamento do Estado para 2017, foi aprovado em Conselho de Ministros no dia 29 de junho e promulgado pelo Presidente da República em 11 de julho.

"Esta atualização extraordinária prevê um aumento de dez euros mensais no valor total de pensões a atribuir aos pensionistas a partir do mês de agosto de 2017. No caso dos pensionistas que recebam uma pensão que tenha sido atualizada no período entre 2011 e 2015, a atualização extraordinária será de seis euros mensais", refere o comunicado dessa reunião do Conselho de Ministros.

São abrangidos por esta atualização, segundo o mesmo documento, "os pensionistas de invalidez, velhice e sobrevivência do sistema de Segurança Social e os pensionistas por aposentação, reforma e sobrevivência do regime de proteção social convergente cujo montante global das pensões em julho de 2017 seja igual ou inferior a 1,5 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais, ou seja, 631,98 euros".

"Esta medida visa compensar a perda de poder de compra causada pela suspensão do regime de atualização das pensões do regime geral da Segurança Social e do regime da Caixa Geral de Aposentações no período entre 2011 e 2015, bem como aumentar o rendimento dos pensionistas com pensões mais baixas", justificou o Governo.

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