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Hospital de Guimarães tirou dias de protesto do salário de enfermeiras

O Hospital de Guimarães "subtraiu ilegal e abusivamente" no vencimento de 17 enfermeiras os dias em que cumpriram protesto pelo reconhecimento do título de especialista "sem que elas tenham deixado de trabalhar", denunciou à Lusa o advogado do grupo.

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m declarações à Lusa, Tiago Soares acusou o Hospital de Guimarães de querer fazer daquelas enfermeiras "17 cordeiros da Páscoa" ao querer "fazer delas um exemplo", explicando que foi deduzido ao vencimento de novembro "faltas marcadas de forma ilegal", em agosto e setembro, quando o grupo, "embora em protesto" exerceu "em pleno" as funções de enfermeiro generalista, "função para a qual foram contratadas".

 

O grupo promete reagir "da forma mais veemente possível" contra a administração do Hospital, a quem a Lusa tentou contactar mas até ao momento não foi possível.

"As senhoras enfermeiras receberam hoje os recibos de vencimento e foram confrontadas com descontos relativos a dois meses, ou seja das supostas faltas de agosto e setembro em que estiveram em protesto, no recibo de um mês. Não basta a marcação das faltas ser ilegais como deduzem tudo num único mês", referiu o causídico.

Segundo Tiago Soares, "este procedimento é ilegal e absurdo porque elas trabalharam sempre, fizeram horas extras, alterações de turnos, assentiram a tudo, trabalharam, continuam a trabalhar, já levantaram, inclusive o protesto, e viram-lhes ser descontados dois meses, agosto e setembro, neste recibo de vencimento".

O advogado promete que as enfermeiras vão reagir: "Vão lançar mão a todos os processos que puderem, vão reagir da forma mais veemente possível a esta ilegalidade gritante", salientou.

As 17 enfermeiras estão ainda a ser alvo de um processo disciplinar por faltas injustificadas, mas, reforçou Tiago Soares", "o problema base é que não há faltas, não pode haver faltas".

"Elas nunca se recusaram a trabalhar, não faltaram, cumpriram todas as obrigações e funções para as quais foram contratadas", disse.

 

Em comunicado enviado à Lusa ao início da noite, o Movimento ESMO (Movimento dos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia) anunciou uma manifestação contra os "atos" da administração do Hospital de Guimarães para terça-feira, dia 31 pelas 10:00, em frente ao Hospital de Guimarães.

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