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Debate JN - Transporte e preço das casas são urgências para todos os candidatos

Apesar das divergências em vários assuntos, os quatro candidatos à presidência da Câmara Municipal de Guimarães concordam que é preciso mudar o paradigma do preço alto das casas da cidade e alargar a oferta da rede de transporte público.

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No debate promovido terça-feira pelo JN participaram Domingos Bragança, candidato do Partido Socialista e atual presidente da Câmara, André Coelho Lima, candidato da coligação Juntos por Guimarães (PSD, CDS, MPT, PPM, PPV/CDC), José Torcato Ribeiro, da Coligação Democrática Unitária, e Wladimir Brito, do Bloco de Esquerda.

O primeiro tema quente foi o da habitação, que precisa de uma "política de renda atrativa", declara Wladimir Brito, o único dos quatro que se estreia como candidato. Há quatro anos, os três adversários já foram os candidatos dos respetivos partidos ou coligações. Segundo Wladimir Brito, para as rendas serem atrativas é preciso que se abram "linhas de crédito" e se apoie "a requalificação e expansão dos bairros sociais", bem como das casas degradadas.

Embora reconheça o problema, Domingos Bragança esclareceu que, em Guimarães, "não há casas devolutas". Para o socialista, o alto valor das rendas é consequência de haver "muita gente a querer viver na cidade" por ela estar bem cuidada. Reconhece, porém, que "é preciso criar habitação a preços controlados" e isso "está a ser promovido por este Governo".

Torcato Ribeiro olha o assunto por outro prisma, que se prende com o baixo rendimento dos vimaranenses, abaixo da média nacional, que torna o custo de vida e as rendas mais difíceis de suportar. André Coelho Lima acrescenta que, para além da elevada procura, "há pouca oferta". Por isso, sublinha, é preciso "eliminar restrições existentes no PDM" para a construção na periferia da cidade.

Os candidatos também convergiram na questão dos transportes públicos. A julgar pelo debate, este é um dos principais problemas do concelho. A CDU e o BE defendem a municipalização do serviço atualmente concessionado. Classificam-no como "pouco eficaz" e "caro", pois não abrange um leque grande de freguesias.

Recorde-se que a atual concessão dos transportes urbanos dura até 2021. Perante esta circunstância, a coligação Juntos por Guimarães pretende "um modelo misto" em que a concessão "continua", mas é criado um fundo municipal para custear o serviço na restante área, atualmente descoberta. Curiosamente, esta também é a proposta do PS. A diferença é que Domingos Bragança quer fazê-lo através da criação de "uma empresa municipal de transportes que consiga "responder à parte do território que não está a ser respondida". A isto, propõe o candidato do PS, soma-se a criação de autocarros escolares, sociais e culturais.

Mas nem só de convergência se fez o debate de ontem. No ambiente, ligações rodoviárias, apoio às freguesias e balanço dos últimos quatro anos, as opiniões são díspares. Aqui e ali houve diálogos, sobretudo entre André Coelho Lima e Domingos Bragança. Os dois divergem no modelo de cidade que querem, com o primeiro a dar primazia à mobilidade e o segundo ao ambiente. A candidatura a Capital Verde Europeia 2020 é um dossiê a que todos prometem dar continuidade caso sejam eleitos, embora defendam medidas diferentes para combater a poluição dos rios, a principal ameaça ao sucesso do desígnio que Guimarães quer alcançar.

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