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Buffon diz adeus à seleção italiana triste e em lágrimas

Após o jogo frente à Suécia, que ditou a ausência da Itália no Mundial 2018, o guarda-redes de 39 anos anunciou o adeus à seleção italiana.

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"Somos orgulhosos, fortes e capazes de nos levantarmos. Deixo uma seleção nas mãos de quem sabe falar dela. Um abraço a todos, especialmente a quem partilhou esta viagem maravilhosa comigo. É uma pena que o meu último jogo oficial tenha sido na qualificação em que falhámos o acesso ao Mundial", afirmou, em lágrimas, o experiente guarda-redes.

Gianluigi Buffon despede-se da "squadra azzurra", pela qual somou 175 internacionalizações e depois de a Itália falhar o apuramento para o Mundial 2018, após o empate (0-0) na segunda mão do play-off, frente a Suécia.

"Não estou triste apenas por mim, mas por toda a gente. Falhámos algo que pode ser negativo a nível social", rematou.

O guarda-redes da Juventus vai continuar a partilhar com o alemão Lothar Matthäus o recorde de presenças em fases finais do Mundial - seis. Buffon, que não falhava um campeonato do mundo desde 1998, disputou 14 jogos em fases finais e festejou o quarto título da Itália, em 2006.

Além do guarda-redes, também o defesa Andrea Barzagli e o médio Daniele De Rossi confirmaram o adeus à seleção transalpina de forma emocionada.

"Falamos do meu último jogo [na seleção] e terminar assim é um golpe muito duro para a minha carreira", afirmou Barzagli. "Com Gigi [Buffon] e Daniele [De Rossi] ganhámos o Mundial de 2006 e também com Giorgio [Chiellini] vivemos muitos momentos juntos. É uma deceção enorme. Agora, há que dar lugar aos jovens", acrescentou.

De Rossi também não escondeu o desgosto dela despedida amarga: "Foi um momento quase absurdo, havia um ambiente fúnebre e não morreu ninguém. Há caminhos que marcam as nossas vidas e eu levei 16 ou 17 anos em Coverciano [centro de estágio da seleção de Itália]. Pensar que esta é a última vez que visto a camisola é doloroso. É um ciclo que se fecha".

O médio salientou ainda que a eliminação de Itália "é um momento negro" do qual a federação italiana tem de sair.

Com o empate de segunda-feira e a derrota na Suécia, a 'Nazionale' ficou fora do Mundial pela terceira vez, depois de 1930 e 1958. Quatro vezes campeã do mundo (1934, 1938, 1982 e 2006), a Itália quebra um ciclo de 14 presenças consecutivas, num total de 18.

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