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Mais Atual

Tiago Monteiro sofre um grave acidente nos treinos em Barcelona

Tiago Monteiro, líder do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC) despistou-se a alta velocidade na curva 1 do Circuito da Catalunha, durante os testes que a Honda está a realizar em Espanha.

 

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Tiago Monteiro foi retirado do Civic e após ser observado no centro médico do Circuito da Catalunha foi transportado para o hospital, consciente e sem quaisquer ossos partidos. Uma ressonância magnética realizada esta sexta-feira não detetou qualquer lesão, mas o piloto portuense foi aconselhado a continuar no hospital durante o fim de semana.

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Rixa à porta de discoteca do Porto faz três feridos

Uma rixa entre diversos jovens, ocorrida na manha desta quinta-feira, no exterior de um discoteca junto ao Castelo do Queijo, no Porto, provocou ferimentos em três jovens. O incidente terá ocorrido, cerca das 6.30 horas, no exterior da discoteca Kasa da Praia, junto ao Edifício Transparente e envolveu um número indeterminado de jovens, três dos quais tiveram de ser transportados ao Hospital de S. João. No local estiveram ambulâncias dos bombeiros voluntários Portuenses, de S. Mamede de Infesta e do INEM. A PSP tomou conta da ocorrência.

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Encontro gay acaba em queixa de violação

Jovem inglês garante que foi violado após consumir cocaína com um homem português.

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Um encontro homossexual entre um jovem inglês e um homem português, em Albufeira, obrigou ontem à mobilização de vários elementos da GNR e da Polícia Judiciária (PJ) depois de uma queixa de violação. Quando as autoridades quiseram começar a investigar o crime, a alegada vítima desistiu da queixa. O incidente começou, ao que o CM conseguiu apurar, quando uma patrulha da GNR encontrou numa rua de Albufeira, durante a madrugada, um jovem turista a queixar-se de que tinha sido violado por um homem português, com cerca de 45 anos. O britânico foi levado para o posto e garantia que tinha conhecido um português com quem foi consumir cocaína para uma casa. Segundo a sua versão, nessa casa estava um terceiro homem vestido com roupa interior de mulher que o obrigou a práticas sexuais. Perante a situação, a GNR de Albufeira colocou uma patrulha à porta da casa onde teria acontecido a alegada violação, para preservar as provas, e chamou a Polícia Judiciária, que tem competência para investigar crimes sexuais. Foram mobilizados um investigador e um técnico para fazerem recolha de vestígios mas, ao que o CM conseguiu apurar, quando as autoridades quiseram entrar na casa o proprietário negou o acesso. As autoridades estavam a preparar o pedido de mandados judiciais ao Ministério Público, para serem feitas buscas e perícias na habitação, quando a alegada vítima de violação decidiu desistir da queixa-crime.

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O ano letivo vai começar e há muitas novidades nas escolas à espera dos alunos

As aulas arrancam oficialmente esta sexta-feira. Dos manuais gratuitos no 1.º ciclo, ao aumento do número de funcionários e à flexibilização dos currículos, várias são as novidades.

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As campainhas vão soar nas escolas a partir desta sexta-feira para dar início oficial ao novo ano letivo, embora a maioria dos alunos só comece as aulas na próxima semana. Há várias novidades à espera dos alunos e os diretores antecipam um arranque tranquilo, à semelhança do que já aconteceu no ano passado.

“Prevejo um princípio de ano letivo tranquilo porque os recursos humanos já chegaram às escolas. Este ano pudemos reconduzir os assistentes operacionais. E embora haja escassez ficámos muito animados com a promessa do senhor ministro de mais 1.500 assistentes. Em relação aos professores, temos todos os que têm horário anual colocados”, resumiu ao Observador Filinto Lima da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP).

 

Uma visão menos colorida tem João Dias da Silva, da FNE, que se foca no “acentuar da precariedade”, com “milhares de professores contratados a suportarem o funcionamento do sistema educativo” e “professores dos quadros a serem empurrados para 200 ou 300 quilómetros de distância”.

Recursos humanos à parte, há muitas outras novidades que se vão sentir nas salas de aula e o Observador destaca algumas das principais medidas.

Menos alunos por turma

Tal como o Ministério se tinha comprometido, e como a esquerda defende há anos, o número máximo de alunos por turma vai baixar este ano letivo, para níveis pré-troika. Para já, a redução avançará nas turmas de 1.º, 5.º, 7.º e 10.º anos em perto de mil escolas dos territórios de intervenção prioritária (TEIP), onde estudam cerca de 200 mil estudantes, segundo números avançados pelo próprio ministro da Educação. A ideia é estender depois esta medida a mais anos letivos e a mais escolas.

Na prática, nestas escolas localizadas em territórios económica e socialmente desfavorecidos, marcados pela pobreza e exclusão social, as turmas do 1.º ano passarão a ter um limite máximo de alunos por turma fixado nos 24, ao invés dos atuais 26, e nos restantes anos de ensino esse teto baixará dos 30 para os 28.

O próprio primeiro-ministro, António Costa, presente na sessão de antecipação do arranque do ano letivo, esta quarta-feira, em Matosinhos, lamentou que só seja possível avançar com a redução de alunos para já em 20% dos agrupamentos de escolas públicas. “Gostávamos obviamente de poder fazer já em todas as turmas, mas não podemos, não temos meios para isso. E é por isso que começámos por onde era prioritário”, justificou.

João Dias da Silva, da Federação Nacional de Educação (FNE), disse ao Observador que esta é uma medida “muito curta” por só se aplicar às turmas em início de ciclo das escolas TEIP.

 

E Filinto Lima, da ANDAEP, adjetivou a medida de “medrosa”. “Entendo até que possa não haver dinheiro para mais, mas achamos que podiam ser mais acutilantes.”

Manuais gratuitos para todos os alunos do 1.º ciclo

Tal como está inscrito no programa de Governo, e no Orçamento do Estado para 2017, a gratuitidade dos manuais escolares será alargada este ano letivo a todos os alunos do 1.º ciclo que frequentem escolas públicas ou colégios privados em turmas com contrato de associação. Ao todo serão abrangidos 380 mil alunos, num custo previsto de 12 milhões para o Estado. A ideia é ir alargando a medida a toda a escolaridade obrigatória. No ano letivo 2016/17, cerca de 80 mil alunos do 1.º ano receberam gratuitamente os manuais escolares.

Sempre numa lógica de reutilização, os pais estão obrigados a devolver às escolas, no final do ano letivo, os manuais em bom estado, estando previstas penalizações (como pagamento dos manuais na íntegra e exclusão do programa de gratuitidade nos ano seguinte) para quem não entregue ou entregue em muito mau estado, resultado do mau uso.

Por ter sido o primeiro ano em que a medida avançou, o Ministério da Educação determinou algumas atenuantes para quem devolvesse os manuais em mau estado, evitando assim eventuais penalizações para os pais. A grande maioria desses livros devolvidos acabaram mesmo por não poder ser reutilizados por estarem muito usados, escritos e desenhados, fruto de uma utilização normal.

Visitas de estudo voltam a ser gratuitas para os alunos mais pobres

Neste ano letivo, e retomando a prática que vigorava até dezembro de 2013, os alunos mais carenciados do 5º ao 12º anos de escolaridade vão voltar a ter direito a viagens de estudo pagas pelas escolas.

Os alunos do escalão A não pagarão nada pelas visitas, já os alunos do escalão B terão metade da visita paga. A medida já constava do Orçamento para 2017, mas a alteração ao despacho da ação social escolar afinal só vai produzir efeitos no ano letivo que arrancará nos próximos dias.

Quando pôs fim a este apoio, Nuno Crato justificou com as “limitações orçamentais”, expressão que viria a apagar do despacho logo depois . Desde então cada diretor passou a decidir se usava dinheiro do orçamento próprio para suportar essas viagens aos alunos com ação social escolar.

Refeições durante as férias do Natal e da Páscoa nas escolas TEIP

Também no Orçamento do Estado para 2017 ficou definido que “durante as interrupções escolares do Natal e da Páscoa, os estabelecimentos de educação e ensino públicos integrados no Programa dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) mantêm em funcionamento os serviços de refeições escolares, com as mesmas condições de pagamento do restante ano letivo, para os alunos beneficiários da ação social escolar“.

Esta medida, assim como a do financiamento das visitas de estudo, foi referida esta quarta-feira, numa sessão de apresentação de medidas para o próximo ano letivo, pelo ministro da Educação, que focou o reforço de 3,8% da ação social escolar, destacando ainda a criação de um terceiro escalão do abono de família que permite o apoio para a aquisição de manuais. Esse auxílio corresponde a 25 % do escalão A da ação social escolar: 29,5 euros para alunos do 2.º ciclo do ensino básico, 44 euros para os alunos do 7.º ano, 33,5 euros para os alunos que frequentem o 8.º e 9.º anos e 36,75 euros para alunos do ensino secundário.

236 escolas vão testar flexibilidade curricular

O projeto-piloto de flexibilização curricular vai avançar, este ano letivo, em 236 escolas (171 públicas, 61 privadas e quatro escolas portuguesas no estrangeiro), que poderão gerir 25% do currículo. Mas mesmo nestas escolas, apenas será implementado em turmas do primeiro ano de cada ciclo de escolaridade (1.º, 5.º, 7.º e 10.º anos), ficando ao critério de cada um dos diretores de escola decidir em quantas turmas avançará e de que forma avançará.

O Ministério da Educação deu às escolas várias sugestões, sem qualquer critério de obrigatoriedade. Assim, as escolas podem optar por fundir disciplinas. Por exemplo: os professores de História e Português podem juntar-se para ensinar, em conjunto, o tema dos Descobrimentos. Também pode acontecer que os professores de Físico-Química e Ciências Naturais ou de História e Geografia trabalhem em equipa, articulando-se de forma a que os alunos durante uma semana tenham apenas uma das disciplinas e, na semana seguinte, a outra.

Das opções apresentadas pelo secretário de Estado João Costa, em março deste ano, consta também a possibilidade de a meio de um período interromper a rotina e dedicar uma semana ao estudo e discussão de um tema interdisciplinar, de preferência da atualidade, como por exemplo, a questão da Coreia do Norte. Ou ainda a possibilidade de organizar as disciplinas por trimestres ou semestres.

É o que acontecerá, por exemplo, no Agrupamento de Escolas que Filinto Lima dirige, em Gaia. “No caso das duas turmas de 7.º ano, as disciplinas de história e geografia vão transformar-se em disciplinas semestrais. Uma turma tem história no primeiro semestre enquanto a outra tem geografia e depois trocam. O primeiro semestre dura de 13 de setembro a 26 de janeiro”, explicou, ao Observador o diretor de escola, lembrando que é o que já se costuma fazer na disciplina de Tecnologias de Informação e Educação Tecnológica. “Cada turma vai ter, por ano, menos uma disciplina. O sétimo ano é uma tolice de disciplinas. E os professores passam também a ter menos alunos durante o ano.”

Esta escola escolheu ainda uma turma do 5.º ano para desenvolver um projeto que envolverá o professor de História e o de Português. “Uma vez por semana estarão com aquela turma a trabalhar em conjunto um projeto que irão acordar. Os professores serão os coordenadores dos alunos e vão encaminhá-los. No final do ano, apresentarão o trabalho final à comunidade educativa.”

tudo isto avançará sem alteração de programas, nem novos manuais escolares, mas com um emagrecimento de currículos, com foco nas “aprendizagens essenciais”, e tendo como orientação o novo perfil do aluno à saída do secundário, que estabelece competências que os alunos têm que ir adquirindo ao longo da escolaridade obrigatória.

Regresso da Área Projeto e da Educação para a Cidadania

Com o emagrecimento dos currículos, vai ser possível, este ano, reintroduzir nos currículos a Área Projeto e a Educação para a Cidadania, extintas pelo ministro Nuno Crato nos anos de 2012 e 2013.

Serão abordados temas como a literacia financeira, os órgãos de comunicação social, a segurança, a defesa do consumidor ou a saúde, mas não só. O ministro adjunto Eduardo Cabrita anunciou, no início de setembro, que este ano letivo será lançado, no âmbito da Educação para a Cidadania, um projeto-piloto em cerca de 200 escolas onde serão abordadas questões da discriminação racial. Sem adiantar mais informações, disse apenas que “terá uma componente letiva nos primeiros anos de cada ciclo educativo”.

Será ainda reintroduzida a disciplina de Tecnologias de Informação no 2.º e 3.º ciclos e haverá mais tempo para a educação física.

Mais 1.500 assistentes operacionais

Este ano letivo vão chegar às escolas mais 1.500 assistentes operacionais, além dos 250 já anunciados. O número foi revelado, esta quarta-feira, pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues, numa sessão de antecipação do arranque do novo ano letivo, em Matosinhos.

O acréscimo de funcionários resulta da nova portaria dos rácios, que aguarda apenas publicação, e que vem atualizar a que está atualmente em vigor, baixando de 40 para 30 o número de alunos por funcionário, o que faz com que subam as necessidades de pessoal, há anos denunciadas pelos diretores de escolas.

Depois de publicado o diploma, os diretores poderão proceder à contratação de pessoal, o que ainda levará tempo, pelo que esses 1.500 assistentes não chegarão às escolas logo no início do ano letivo. A esses somam-se os 250 já anunciados pelo Ministério da Educação, em agosto.

Os diretores estão satisfeitos com a medida, mas pedem rapidez no processo, frisando que o processo de contratação é muito burocrático e poderá demorar meses até estes funcionários chegarem às escolas. “Ficámos muito animados com a promessa do senhor ministro, mas queremos que seja concretizada rapidamente. O problema é que vai demorar tempo por causa do ‘calvário concursal'”, atirou Filinto Lima, apontando para o final do primeiro período a chegada desses funcionários.

Já João Dias da Silva, da FNE, mostrou-se irritado porque essa portaria da alteração dos rácios “só nos foi remetida esta quinta-feira para darmos um parecer até à próxima segunda-feira”. “Isto é ridículo”, completou o sindicalista, criticando o facto de o Ministério da Educação não ter reunido nem negociado a portaria com os sindicatos. “O Ministério adivinha o número 1.500 com base numa portaria ainda em discussão. Se o fizer é ótimo, é uma boa notícia. Simplesmente vamos ver quando os vai admitir.”

70 novas salas para o pré-escolar

Ao nível do pré-escolar, além da harmonização do calendário escolar com o do primeiro ciclo — que implica que o ano acabe uma semana mais cedo e que volte a haver férias de Natal, Carnaval e Páscoa –, o Governo anunciou a abertura de 70 novas salas, sobretudo na Grande Lisboa.

Segundo o Diário de Notícias, que cita o Ministério da Educação, estas novas salas permitirão abrir vaga para 1.750 crianças. O Governo já disse que o objetivo é garantir a oferta universal de pré-escolar a todas as crianças a partir dos três anos de idade durante a atual legislatura, ou seja até ao fim de 2019.

Mais centros Qualifica e obras nas escolas

As novidades não se ficam por aqui. Haverá também uma maior aposta na formação de adultos, com um reforço do Programa Qualifica, criando 42 novos centros, a somar aos 260 existentes. Este programa veio substituir as Novas Oportunidades e destina-se a adultos ou jovens “nem, nem” — que nem estudam, nem trabalham. Haverá um reforço da Oferta Formativa também ao nível do ensino profissional e introdução de critérios na gestão da rede (relevância, desempenho, empregabilidade e encaminhamento).

E prosseguirão ainda obras nas escolas, num investimento total global de 350 milhões de euros. Serão abrangidas 500 escolas — 300 do pré-escolar e do primeiro ciclo e 200 dos restantes ciclos de ensino. Nuns casos serão finalizadas obras interrompidas, noutros iniciados novos projetos.

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O escritório secreto da Yupido. Estes 29 mil milhões moram em Telheiras

Responsável pelo aumento de capital da Yupido diz que a plataforma de 29 mil milhões "é do outro mundo". Auditor de contas diz que "não há informação suficiente". E tudo se passa em Telheiras.

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A história multimilionária da Yupido começou a invadir o Twitter na terça-feira, depois de um professor da Universidade do Minho ter descoberto que o valor do capital social da empresa atingia 28,8 mil milhões de euros. Mas o estranho caso da Yupido — que tem duas vezes o capital social da Galp ou 15 vezes o da Sonae — começa a 20 de julho de 2015, quando Cláudia Sofia Pereira Alves, Torcato André Jorge Claridade da Silva, Filipe Antunes Besugo e os advogados da Pares Advogados Tiago André Rodrigues Gama e Sofia Cristina Asseiceiro Marques Ferreira constituem a Yupido S.A.

Capital inicial: 243 milhões de euros. Sede jurídica: Rua Tomás da Fonseca, Torre G.1, 1º andar, em São Domingos de Benfica, mas não há lá ninguém a trabalhar. Esta morada corresponde a um escritório virtual das Torres de Lisboa, onde estão sediadas várias empresas.

 

O Observador apurou que algumas das reuniões de trabalho que os fundadores da Yupido tinham com pessoas externas à empresa aconteciam num apartamento na zona de Telheiras. Dirigimo-nos para lá. Quando chegámos à morada indicada por fonte próxima dos fundadores — um prédio onde constam apenas quatro espaços para escritórios — questionámos um dos vizinhos sobre qual era a porta da Yupido, explicámos que se tratava de uma empresa de consultoria formada por jovens e que éramos jornalistas do Observador. Só havia duas portas que não tinham indicação do nome da empresa e a vizinha apontou, de imediato, para aquela que correspondia à nossa descrição.

Quando tocámos à campainha, houve alguém que se aproximou e abriu o “olho mágico”, que permite ver quem está do lado de lá da porta, e o movimento foi facilmente audível no silêncio do corredor do prédio. A partir daí, silêncio total do lado de lá, apesar de a luz estar acesa e do ruído inicialmente ouvido. Tocámos várias vezes à campainha, batemos à porta. Nunca ninguém abriu. Uma hora e meia depois, continuávamos a bater à porta e a afirmar que éramos jornalistas do Observador. Não obtivemos resposta.

Voltámos aos vizinhos e mostrámos as fotografias de Torcato Jorge e Filipe Besugo. Um deles reconheceu-os de imediato, e sem margem para dúvidas disse que trabalhavam naquele espaço e que via sempre entrar “uns quatro ou cinco jovens” para o apartamento. Outro vizinho confirmou, salvaguardando que estava no local há pouco tempo, que estes jovens até o tinham ajudado num episódio barulhento e caricato com a caixa de correio. Outro, também no prédio há pouco tempo, não reconheceu a imagem destas duas pessoas, apesar de efetivamente ver alguns jovens naquele escritório, inclusive uma rapariga de óculos, mas que se cruzaram poucas vezes, não são muito faladores e que “até acha que vivem e dormem ali também”.

Torcato Jorge e Filipe Besugo desapareceram entretanto das redes sociais, mas pelo que o Observador pode apurar foram militantes da Juventude Popular (organização política jovem autónoma do CDS-PP) até lançarem a empresa. Pertenciam à concelhia de Loures, mas demitiram-se em novembro de 2015 e no início de 2016. Torcato Jorge, que estudou Ciência Política no ISCTE, foi o primeiro a sair da Juventude Popular “por motivos profissionais”. Pouco depois, Filipe Besugo informou que ia juntar-se ao amigo e demitiu-se também. “Sumiram-se” depois disso, diz fonte da Juventude Popular que reforça que depois deste momento não se soube mais do seu paradeiro.

O Observador já tinha contactado a empresa na quarta-feira e o porta-voz Francisco Mendes informou por email que os fundadores só estavam disponíveis para uma conversa pelo telefone ou presencial na próxima terça-feira. Francisco Mendes encontrava-se no estrangeiro, o número de telefone tinha o indicativo dos Estados Unidos. Antes de facultar o seu contacto para que pudéssemos conversar pelo telefone, Francisco Mendes pediu que lhe indicássemos o número da carteira profissional da jornalista que iria fazer a entrevista, para que pudesse colocar essa informação “na base de dados”. O número do título profissional — embora público — foi enviado de imediato.

De acordo com o que foi avançado pelo jornal Expresso, Francisco Mendes diz que “o capital tem por base uma operação global”, que a empresa trabalha “em tecnologias de informação” e que “está a preparar plataformas que visam servir pessoas e empresas” e que os primeiros serviços seriam “lançados para o ano”. A mesma publicação avança que a empresa opera em Portugal com as marcas Quaquado e a Kuaboca (o porta-voz da Yupido não explicou do que se tratavam) e que a Polícia Judiciária já estava a “analisar” a empresa.

 

Contas de 2016 não foram aprovadas pelo ROC

O relatório e contas da empresa em 2016, consultado pelo Observador, dá conta de prejuízos no valor de 21.570 euros, depósitos à ordem em bancos no valor de 243,297 milhões de euros, um passivo a fornecedores no valor de 217,23 euros e um aumento de capital em bens em espécie ou intangíveis (isto é, não em dinheiro) no valor de28.524.864.970, ou seja, de 28,5 mil milhões de euros. Não há registo de pagamentos a funcionários ou a sócios. Não há vendas. Não há, até à data, registo de que a Yupido tenha colaboradores.

No relatório e contas de 2016 da Yupido há indicação de que foi sido emitida uma certificação legal das contas da empresa, e que esta se apresentava “sem reservas e sem ênfases”. Mas não tinha anexada a habitual certificação assinada pelo Revisor Oficial de Contas (ROC) da empresa, José Rito, da J.Rito & Associada, que comprova a veracidade desta informação. O Observador apurou que não foi emitido qualquer relatório pela parte do ROC, porque o auditor não “estava satisfeito com a informação que foi dada” para justificar o aumento de capital da empresa.

Ou seja, “não havia informação suficiente para concluir que aquele valor (os mais de 28 mil milhões) estava correto. “Não havia no relatório objetividade para dizer se aquele ativo estava ou não conforme”, apurou o Observador. O auditor José Rito já tinha entretanto apresentado a sua exoneração à empresa, suspendendo a ligação que tinha à Yupido.

“Era uma coisa do outro mundo”

O aumento de capital da empresa foi efetuado no início do ano de 2016 e assinado pelo Revisor Oficial de Contas (ROC) António José Alves da Silva, independente à empresa. Segundo o que foi avançado pelo Eco, José Alves da Silva escreveu no relatório que avalia os bens da empresa em cerca de 28,8 mil milhões, que se tratava de uma “plataforma digital inovadora de armazenamento, proteção, distribuição e divulgação de todo o tipo de conteúdo media” e que se destacava “pelos algoritmos que a constituem”.

Contactado pelo Observador, José Alves da Silva confirmou o valor que deu ao bem intangível da Yupido e que a tal plataforma digital inovadora“era uma coisa do outro mundo”, pedindo para ser contactado mais tarde.

José Alves da Silva é consultor da sociedade de advogados Rogério Fernandes Ferreira & Associados, tem mais de 50 anos de carreira, reconhecido pelos seus pares como um dos profissionais mais respeitados da área. Foi também reconhecido como “Senador da Fiscalidade” pelo Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal e pela Revista de Finanças Públicas e Direito Fiscal, numa sessão onde foi orador o então ministro da Saúde Paulo Macedo. Foi presidente da Sociedade Portuguesa de Contabilidade e do Conselho Técnico da Câmara dos Técnicos de Contas.

Para este aumento de capital, apurou o Observador, Cláudia Alves, uma das sócias administradoras, entrou com 19,9 mil milhõesde euros nos tais bens em espécie, Torcato Jorge participou com 8,3 mil milhões de euros igualmente em espécie e Filipe Besugo 275,8 milhões de euros em bens intangíveis.

A Yupido assume-se como uma empresa de serviços de “consultoria para os negócios e gestão, bem como, todas as atividades que garantam a concretização dos fins estabelecidos. Consultoria tecnológica e desenvolvimento de serviços de informação, bem como gestão e tratamento de informação. Fornecimento de infraestruturas para domiciliação, serviços de processamento de dados e atividades relacionadas. Atividades de processamento de dados, domiciliação de informação e atividades que asseguram o bom desenvolvimento das anteriores. Inclui também as atividades especializadas de domiciliação, tais como: domiciliação de páginas Web (Web hosting), serviços de streaming ou domiciliação de aplicações, serviços de fornecimento de aplicações, disponibilização de tempo de mainframe”. Ou seja, é uma espécie de faz tudo da era digital.

A isto, junta a “prestação de serviços de contabilidade e auditoria e todas as atividades associadas, bem como, consultoria fiscal. Consultoria de design, que envolve várias áreas de intervenção, quer no domínio da criação de projetos específicos, quer de consultoria”.

O presidente do Conselho de Administração é Torcato Jorge e a vice-presidente é Cláudia Alves, mas na estrutura que a empresa apresenta no site o presidente executivo é Hugo Martins. Pedro Malafaia é o responsável pelo desenvolvimento tecnológico, Torcato Jorge pelo Marketing, Cláudia Alves pela parte financeira, Filipe Besugo pelas vendas e há, ainda mais quatro membros com cargos de chefia. A lista de pessoas ligadas à empresa termina aqui.

*Com Ana Suspiro e Rui Pedro Antunes

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CGTP exige aumentos salariais de 4% no próximo ano

A CGTP exigiu aumentos salariais de pelo menos 4% para o próximo ano e um acréscimo salarial não inferior a 40 euros por mês para todos os trabalhadores.

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A CGTP exigiu esta quinta-feira aumentos salariais de pelo menos 4% para o próximo ano e um acréscimo salarial não inferior a 40 euros por mês para todos os trabalhadores.

As reivindicações para 2018 da intersindical foram apresentadas em conferência de imprensa pelo secretário-geral, Arménio Carlos, após reunião do conselho nacional da CGTP.

 

Arménio Carlos considerou que “a meio do mandato do Governo, este é o momento de se ir mais longe” e sublinhou que a CGTP não está a avançar “de forma leviana” com uma proposta salarial de 4%.

“Quando estamos a avançar com uma proposta de 4%, não estamos a fazê-lo de forma leviana”, afirmou Arménio Carlos, justificando a decisão da CGTP com a evolução positiva da economia e com a reposição do poder de compra perdido nos últimos anos.

Arménio Carlos disse ainda que a CGTP exige a garantia de que o sábado e o domingo, em geral, sejam dois dias de descanso consecutivo, admitindo que há setores em que os sistemas têm de ser rotativos, como nos transportes.

“Verificámos que a pressão é muito grande por parte de algumas entidades patronais de continuarem a reduzir a retribuição dos trabalhadores pela via de alterações aos horários de trabalho e ao descanso semanal”, acrescentou o líder da intersindical, numa referência à situação na Autoeuropa.

A CGTP voltou ainda a insistir no aumento do salário mínimo para 600 euros em janeiro de 2018, bem como na atualização dos salários dos funcionários públicos e descongelamento de carreiras no próximo ano.

O alargamento dos escalões do IRS e alterações às normas do Código do Trabalho “que fragilizaram a contratação coletiva” são outras das reivindicações da intersindical que volta a propor o horário das 35 horas semanais para todos os trabalhadores e 25 dias úteis de férias.

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Irma. Um “furacão nuclear” em imagens

O furacão de categoria 5, a mais elevada na escala de intensidade, continua a fazer estragos. Árvores caídas, carros capotados e cidades destruídas, o Irma é reflexo da assustadora força da natureza.

“Furacão nuclear.” Foi desta forma que o presidente da Câmara de Miami Beach, Philip Levine, se referiu ao furacão Irma que, até ao momento, já fez mais de 10 mortos. O furacão de categoria 5, a mais elevada na escala de intensidade, mantém ventos na ordem dos 300 quilómetros por hora e não está sozinho — ao todo são três os furacões ativos no Atlântico Norte e no Golfo do México. Mas o Irma é mesmo o mais preocupante, seja pelas vítimas mortais, cujo número pode subir nas próximas horas, seja pelo rasto de estragos que já deixou à sua passagem. Depois das ilhas caribenhas, o furacão deverá seguir rumo à Florida.

Na fotogaleria estão algumas imagens que mostram a força poderosa e assustadora da natureza.

 

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Burlas com “kamikazes” são nova preocupação das seguradoras

As seguradoras portuguesas perdem milhões de euros em sinistros simulados. Uma das fraudes, com uma rede altamente profissionalizada, usa condutores apelidados de "kamikazes".

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30 milhões de euros. O número quantifica o que as companhias de seguros portuguesas perdem todos os anos, vítimas de sinistros simulados nos ramos automóvel e multirriscos, escreve o Jornal de Notícias na edição impressa desta segunda-feira. As fraudes predominam nas classes mais favorecidas, sendo que é no ramo automóvel que estas assumem maior expressão financeira: só em 2015, o setor apresentou um volume de negócios na ordem dos 1,4 mil milhões de euros.

A criatividade de quem simula acidentes rodoviários é cada vez mais um desafio para os peritos seguradores e para as autoridades, explica o jornal. Exemplo disso é a fraude em que, com mais de meia centena de intervenientes, os condutores são apelidados de “kamikazes”, numa clara alusão aos pilotos japoneses suicidas durante a II Guerra Mundial. Este processo implica a compra de salvados (veículos já acidentados e irrecuperáveis) no estrangeiro ou o furto de carros para, depois, se alterar os seus elementos identificativos.

 

Existem precisamente redes profissionalizadas — com direito a cabecilha, stands, oficinas e centros de inspeção, sem esquecer os próprios operacionais — que têm ao seu serviço estes “kamikazes”, que têm como função simular acidentes. Os “kamikazes” podem ganhar até 2 mil euros por sinistro.

“Para provocarem sinistros, pagam a ‘kamikazes’. Pessoas que, usando equipamento de proteção dos motociclistas, como blusão, luvas e capecete, não hesitam em lançar-se de carro contra paredes e muros, ou por ribanceiras, para enganar as seguradoras. Não raras vezes, acabam por sair com ferimentos”, diz Manuel Castro, membro do Conselho Diretivo e presidente do Colégio Automóvel da CNPR, citado pelo Jornal da Notícias.

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Taca da Liga o SCBraga volta a jogar com o Benfica

Está marcado um Benfica- SC Braga para o arranque da fase de grupos da Taça da Liga. O grupo A tem ainda Vitória de Setúbal e Real Massamá, conforme o sorteio realizado que ditou o duelo entre ‘águias’ e ‘guerreiros’ no arranque da competição dentro de duas semanas.

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 Esta fase de grupos tem três jornadas e passam à Final-Four, que se joga de 23 a 27 de Janeiro em Braga, os primeiros classificados de cada grupo. De acordo com o sorteio, o vencedor do Grupo A defrontará na meia-final o vencedor do Grupo C, enquanto o Grupo B cruza com o D. Portanto, Sporting e FC Porto podem defrontar-se antes da final, mas Benfica ou SC Braga, se passar em primeiro, não encontrará outro dos ‘grandes

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