Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mais Atual

Agosto foi anormal nas temperaturas máximas e nas mínimas

O mês de agosto em Portugal continental foi quente em relação à temperatura e seco no que diz respeito à precipitação, Nas temperaturas, esteve acima da média na máxima e abaixo na mínima.

images.jpg

 

De acordo com o resumo do boletim climatológico disponível no Boletim Climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), "o valor da temperatura máxima do ar foi de 30,86 graus Celsius, mais 2,06 graus acima do valor normal, e corresponde ao 7.º valor mais alto desde 2000.

"Os maiores valores da máxima ocorreram em 2003, 2016, 2010, 2005, 2001 e 2013", é referido no documento.

O IPMA indica também que o valor médio da temperatura mínima do ar (15,19 graus Celsius) foi inferior ao valor normal.

O relatório destaca também que "os dias 3 e 6 e o período de 11 a 26 de agosto foram quentes, com valores altos da temperatura do ar, em particular da máxima".

Segundo o IPMA, os dias 20 e 21 de agosto foram os dias mais quentes do mês com valores de temperatura média de 27,4 graus Celsius (mais 5,2 graus em relação ao normal) e 27 graus (mais 4,8 em relação ao normal), respetivamente.

No resumo do boletim é também referido que no dia 20 a temperatura máxima foi de 37,3 graus (mais 8,5 em relação ao normal), salientando que neste dia 66% das estações meteorológicas registaram valores superiores a 35 graus Celsius (dias muito quentes).

Ainda no dia 20, o IPMA salienta que 27% das estações meteorológicas registaram valores superiores a 40 graus (dias extremamente quentes).

De acordo com o IPMA nos dias 4 e 21 de agosto ocorreram valores de temperatura máxima superiores a 40 graus nas regiões do Norte e Centro, registando-se valores mais altos em Alvega, distrito de Santarém (43,7 graus) Lousã, em Coimbra (43,6), Santarém (43,3) e Tomar, distrito de Santarém (43,1).

No que diz respeito à mínima, nos dias 20 e 21 de agosto foram registadas temperaturas de 17,5 e 18,6 graus Celsius. Nestes dias, em cerca de 25% das estações observaram-se valores maiores ou iguais a 20 graus (noites tropicais).

Em relação à precipitação, o mês de agosto classificou-se como seco, com um valor médio de precipitação em Portugal continental de 8,2 milímetros, o que corresponde a 60% do valor médio.

"Durante o mês apenas ocorreu precipitação nos últimos dias, em particular nos dias 28 e 29 em que se registaram valores de quantidade de precipitação significativos acompanhados de granizo e trovoada", é indicado.

Os maiores valores de precipitação diários ocorreram em Coimbra, Montalegre (Bragança), Lousã (Coimbra), Viseu, Elvas (Beja) e Beja.

PUB

Serviços prisionais preparam plano para pôr reclusos a limpar florestas

A Direção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) está a trabalhar num "grande acordo" de colaboração com os ministérios da Agricultura e Administração Interna para envolver reclusos na limpeza de florestas, disse hoje o diretor daquela entidade.

image.jpg

 

Em declarações à agência Lusa, Celso Manata frisou que o plano "ainda não está completamente desenhado", mas existe "uma série de frentes" em que os reclusos podem ser integrados, por exemplo, na plantação de árvores e vegetação "que possa conter os incêndios" ou na limpeza de matos e florestas.

O magistrado, que lidera a DGRSP desde 2016, pretende recuperar ações postas em prática entre 1996 e 2001, quando esteve à frente daquela entidade pela primeira vez: "Fiz alguns entendimentos para limparem os leitos dos rios, para limparem as matas, fazer aceiros, já fizemos isto no passado e queremos voltar a fazer", enfatizou.

Questionado sobre o número de reclusos que poderá vir a ser afeto a um plano dessa natureza, Celso Manata diz que "varia muito em função do que seja trabalho fora e dentro de muros" das cadeias.

"Se conseguirmos trabalho dentro de muros, como a manutenção ou limpeza de determinado tipo de equipamentos que possa ser feita dentro do estabelecimento, obviamente que o universo [de reclusos] pode ser grande", afirmou.

"Mas se falarmos em trabalho no exterior, como toda a gente compreenderá, tudo o que é feito em regime aberto é algo que temos de ter muitas cautelas, porque aqui um passo em falso significa muitos passos para trás", acrescentou.

Celso Manata adiantou que um plano desse tipo, com presos em regime aberto, envolverá sempre "universos pequenos" de reclusos, como os que prestam serviço há uns anos na serra de Sintra e na Mata Nacional do Bussaco, no distrito de Aveiro.

"Não podemos apostar em grandes números de pessoas porque é um risco muito grande (...) Essas pessoas [que defendem a limpeza das matas por parte dos presos] certamente não compreenderiam que puséssemos milhares de pessoas em regime aberto e elas começassem a cometer crimes. Nessa altura seriamos criticados e com fundamento. Não podemos correr esse risco, preferimos fazer menos mas bem do que muito e mal", frisou.

O diretor-geral da Reinserção e Serviços Prisionais disse ainda que, quando assumiu o cargo "havia cerca de 50 a 60 pessoas em regime aberto a nível nacional, e neste momento são 150".

"É uma evolução grande, mas jamais podemos ambicionar ter milhares de pessoas em regime aberto externo, não é exequível. Em regime aberto interno isso já pode ser, porque as pessoas estão dentro de muros, não estão na cela, estão no espaço do estabelecimento", explicou.

Outra opção seria existirem brigadas de reclusos para trabalhos florestais, mas Celso Manata alega que, nesta altura, esse cenário é "difícil de equacionar", devido à escassez de guardas prisionais.

"Para brigadas temos de ter guardas e nós temos falta de guardas", afirmou.

Celso Manata considerou ainda a área florestal como "particularmente interessante" para projetos de reinserção de reclusos porque "é um trabalho com utilidade para a comunidade e feito numa atmosfera agradável".

O responsável disse ainda que a DGRSP concluiu o desenho de um programa específico para incendiários detidos em estabelecimentos prisionais, que foi "importado do Canadá e adaptado à realidade portuguesa", a exemplo de outros já existentes para agressores sexuais e condenados por violência doméstica.

A DGRSP assinou hoje com a autarquia de Montemor-o-Velho, um protocolo de colaboração que vai permitir que dois reclusos do Estabelecimento Prisional de Coimbra possam executar trabalhos em regime aberto, na área da arqueologia, no castelo local, três dias por semana, em setembro e outubro.

PUB

Fenprof pede intervenção de António Costa na colocação de professores

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) decidiu hoje pedir a intervenção do primeiro-ministro, António Costa, face à alegada indisponibilidade da tutela para resolver a situação de docentes colocados em escolas muito distantes.

naom_59a9668318c87.jpg

 

m comunicado, a estrutura sindical refere que, "perante a indisponibilidade da secretária de Estado Adjunta e da Educação", o secretariado nacional "decidiu dirigir-se ao primeiro-ministro para tentar desbloquear a falta de diálogo e de negociação, com vista a encontrar as soluções necessárias".

A Fenprof anunciou que "fará chegar, ainda hoje, ao gabinete do primeiro-ministro o conjunto de cartas enviado ao Ministério da Educação e espera que desta diligência resulte a realização da aguardada reunião ainda durante a manhã desta terça-feira".

Desde 25 de agosto, data em que foram divulgadas as listas de colocação de professores, que a federação sindical "vem insistindo na realização de uma reunião com os responsáveis do Ministério da Educação".

Segundo a Fenprof, muitos são os professores que, "inesperadamente, foram colocados em escolas muito distantes daquelas em que habitualmente lecionavam", com "a agravante de serem inevitavelmente ultrapassados nas suas preferências por muitos dos que vierem a obter colocação em momento posterior".

O comunicado assinala que "em causa está a decisão administrativa e inesperada do Ministério da Educação de não considerar (apesar de não ser essa a prática de uma década) os milhares de horários ditos incompletos, pedidos pelas escolas, para a colocação dos professores dos quadros".

A Fenprof adianta que os gabinetes jurídicos "estão a apoiar a contestação jurídica" de professores que se têm dirigido aos sindicatos, "admitindo-se a interposição de providências cautelares".

A Lusa procurou obter uma reação do Ministério da Educação ao teor do comunicado, mas sem sucesso.

PUB

Acidentes nas estradas provocaram 336 mortos entre janeiro e agosto

Os acidentes nas estradas portuguesas provocaram entre janeiro e agosto 336 mortos, mais 55 do que em igual período de 2016, em 84.737 acidentes, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

transferir.jpg

 

A ANSR, que reúne dados da PSP e da GNR, indica hoje que 336 pessoas morreram, entre 01 de janeiro e 31 de agosto, em consequência dos acidentes rodoviários, mais 55 (em 2016 morreram 281) do que em igual período do ano passado.

No que diz respeito aos acidentes, segundo a ANSR, foram registados até 31 de agosto 84.737 desastres, mais 537 do que em período homólogo de 2016 (no ano passado registaram-se 84.200).

De acordo com a Segurança Rodoviária, os distritos com o maior número de mortos são Porto (53) e Setúbal (40), Santarém e Lisboa (33) Aveiro (26), Leiria e Faro (20), Coimbra (18),Braga (14) e Beja e Viana do Castelo (12).

A ANSR indica também que nos acidentes 1.435 pessoas ficaram feridas com gravidade, mais 45 do que em igual período do ano passado (1.390).

Entre 01 de janeiro e 31 de agosto foram ainda contabilizados 26.672 feridos ligeiros, mais 937 do que em igual período do ano passado (25.735 em 2016).

Na última semana (22 a 31 de agosto), foram registados pela PSP cinco mortos e 13 feridos graves, enquanto a GNR somou 11 mortos e 44 feridos graves em acidentes rodoviários.

Os dados da ANSR dizem respeito às vítimas cujo óbito foi declarado no local do acidente ou a caminho do hospital.

PUB